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Fundamentos econômicos prevalecem, e Copom opta, unanimemente, pela manutenção da taxa de juros...



  • A 263ª reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu pela manutenção da taxa básica de juros em 10,50% a.a., conforme esperado pela GO Associados e pelo mercado. O resultado indica uma pausa no ciclo de cortes do Comitê, que se iniciou em julho de 2023. O texto desse comunicado está bastante semelhante ao da última reunião.

  • O comunicado do comitê ressalta que o ambiente internacional permanece incerto, principalmente em decorrência da flexibilização da política monetária dos EUA e da dinâmica de queda da inflação a ser observada em diversos países. A mudança da expectativa para dois cortes na taxa Fed Funds neste ano gera fuga de capitais dos países emergentes para os EUA, bem como deprecia a moeda nacional. Ambos os fatores pressionam a inflação de 2024.

  • No cenário doméstico, é ressaltado um dinamismo do mercado de trabalho e de indicadores de atividade acima do esperado, podendo pressionar a inflação no final de 2024. Além disso, o comitê destaca que a importância de uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida é crucial para a condução da política monetária.

  • O comitê ressalta a trajetória de desinflação do país, porém ressalva a trajetória dos serviços subjacentes acima das metas de inflação nas divulgações recentes.

  • O comitê aumentou em 0,2 p.p. sua projeção de inflação para 2024, esperando 4,0%, ainda dentro dos intervalos da meta para este ano (2,50% a 4,50%). Para 2025, o comitê aumentou a projeção de 3,3% para 3,4%.


  • Dentre os fatores de risco para a inflação, o comitê destaca: - o uma maior persistência das pressões inflacionárias globais; - o maior resiliência da inflação de serviços; - o desaceleração da atividade econômica global; e - impactos do aperto monetário em decorrência da desinflação global.

  • O comitê não sinalizou os próximos passos da política monetária, apenas enfatizou que a política monetária deve se manter contracionista por tempo suficiente em um patamar que consolide não apenas o processo de desinflação, mas também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. A partir de agora, a dinâmica inflacionária doméstica e a incerteza do mercado internacional serão cruciais para os próximos passos.

  • O comitê, unanimemente, optou por interromper o ciclo de queda de juros, destacando que, apesar dos ruídos políticos gerados pelo presidente Lula e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, os fundamentos da economia prevaleceram nas decisões dos membros do Copom.


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